tudo dito, só edito

Já que começamos com Haroldo, passagem de Décio na Bravo deste mês:

“Depois da poesia concreta, não surgiu nada mais de diferente. Hoje entramos numa era de quantidade. A era da globalização é a da quantificação. Não existe nenhum movimento especial. A prosa ganhou força porque, se você conquistar um mínimo de mercado, pode viver do que faz, mesmo no Brasil. Mas nossos romancistas tomam por modelo sujeitos medianos. Os escritores brasileiros que se julgam de vanguarda imitam o tal Thomas Bernhard, por exemplo – que é uma prosa mais-ou-menos. Estamos vivendo um período magmático. Todas as artes e ideias estão voltando a um magma primitivo de onde eventualmente nascerá alguma coisa nova. A produção é enorme, em todas as áreas. Mas tudo é parecido.”

Somos a geração dos meios. Todas as vias para circular, pouco propriamente por dizer. Muito além da Coca-Cola, mas sem o design daquela garrafa também.

Deixe um Comentário

Campos requeridos possuem um *.